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O famoso restaurante e pizzaria Pau D’Alho

O restaurante começou por volta de 1975 e permaneceu até 1981.

Foto do grupo Pérola de Guararema postada por Rose Marie Serrano Carrilho‎. Ao Fundo o Restaurante e Pizzaria Pau D’Alho.

O restaurante começou por volta de 1975 e permaneceu até 1981. Pertencia ao Sr. Walter Freire e Dona Traide. O casal costumava trabalhar no caixa do restaurante. Posteriormente, ele foi vendido para o Sr. Orácio Vieira da Silva que inovou inserindo a música ao vivo. Assim, o restaurante passou a ter mais um jeito de bar.

Ele ficava localizado onde hoje é o banheiro público até o quiosque no Pau D’Alho (Recanto do Américo). Entrando no restaurante, um grande salão onde havia duas fileiras de mesas com 8 lugares e, em seguida, mesas de quatro lugares. Ao redor do salão havia uma área onde havia mais mesas de quatro lugares, e o diferencial: o fundo do restaurante era à beira do Rio Paraíba do Sul. O restaurante tinha capacidade para mais ou menos 150 pessoas sentadas.

A decoração do salão era rústica, com piso de tijolos, paredes com reboco grosseiro e enfeites nas paredes como garruchas (espingardas), ferraduras, laços de boi e chicotes na parede! Também havia um lagarto empalhado que o próprio João “Pororoca” deu ao Sr Walter.

Os pratos mais pedidos eram Camarão à Paulista e Leitão à Pururuca. O leitão era comprado do sítio do Silvio Usier às sextas-feiras e já era entregue no restaurante limpo. Agradava todos os paladares, temperado com alho, sal, cebola, cheiro verde, folhas de louro e cachaça. Os leitões ficavam marinando até serem assados no domingo de manhã. O frango vinha do Antônio Lima que entregava o frango limpo toda semana.

A bebida mais pedida era “Xixi de Anjo” feito com leite condensado, laranja, suco de limão, cachaça e um pouco de conhaque.

Havia também um antepasto de pimentão na brasa que fazia sucesso, feito por Dona Vicentina (moradora do bairro Freguesia da Escada) que trabalhava na copa do restaurante. Ela produzia o antepasto na chácara do Sr. Walter, que depois de prontos, levava para o restaurante.

E o toque da sobremesa que era Doce de Abóbora com Queijo também feito por Dona Vicentina! Difícil resistir!

Além do extenso cardápio, a noite servia-se pizza e churrasco. Sábado era dia de feijoada e domingo, do famoso Leitão à Pururuca.

O Sr. Pedro era o chefe de cozinha onde trabalhava também a Dona Nair (da Freguesia) e os ajudantes de cozinha: Maria do Carmo, Manoelina (mãe de Evail), Matilde (que teve mais tarde o restaurante Panela de Barro) e Francisco Arouca, conhecido como Chicão (de Jacareí).

João Carlos, Alípio (pedreiro) e João “Pororoca” foram alguns dos garçons que trabalharam no restaurante. O uniforme dos garçons era apenas jeans e camisa com gola. Mais tarde passou-se a usar calça preta e camisa branca. A maioria dos garçons morava no bairro da Freguesia da Escada, eles vinham de ônibus e voltavam de taxi com o Sr Magalhães.

João “Pororoca” conta um pouco de sua rotina: ele chegava às 9h30 de ônibus, buscava os pães na Padaria Meireles e, em seguida, preparava todo o restaurante para receber os clientes do almoço. Ele almoçava às 11h no próprio restaurante. O turno encerrava-se mais ou menos às 15h, havia uma pausa e ele retornava às 17h para preparar o restaurante para o jantar.

De terça a quinta, o Pau D’Alho Restaurante funcionava servindo só almoço das 11 às 15h. Nas sextas, sábados e domingos, servia almoço e, o jantar, das 18h às 22h.

O restaurante atraiu muita gente da Capital de São Paulo e de Mogi das Cruzes. Até o comediante Ari Toledo frequentava o restaurante. Para datas comemorativas como o Dia das Mães, fazia-se reservas.

Aos domingos, o restaurante lotava. Era necessário encostar o portão, de forma que só entrava mais pessoas à medida que vagavam as mesas.

Não havia estacionamento. Os carros paravam ao lado do restaurante e nas ruas da Vila Rica. Naquela época não havia muitas casas de forma que os carros paravam nos terrenos próximos.

A família Zinezi era frequentadora fazendo uma grande mesa sempre ao fundo do restaurante. Aos domingos, os assíduos frequentadores eram o casal Zé da Bala e Dona Victoria. Nos finais de semana, o diretor do Colégio Santa Mônica na época Sr. Percy e família.

Comentários (2)
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  1. Nanci

    Comcecei a frequentar esse restaurante em 1986 quando compramos nossa chácara, tinha um casal que cantava sempre aos domingos e iam nas mesas cantar para os clientes. Tenho um disco deles até hoje.

  2. Marcos

    Me lembro de ter ido nesse restaurante/pizzaria. Acho que essa data de encerramento está equivocada, acho que deve ter funcionado até 88/89